19 maio, 2024

Rainha pantaneira


Foi há dois anos que me deparei com um dos maiores predadores do Brasil, a Panthera onca, o jaguar ou onça-pintada. Em uma de muitas incursões que fiz como guia no Pantanal sul-matogrossense.
Nas margens serenas do rio Miranda, uma majestosa onça-pintada repousa tranquila, sua figura imponente refletida nas águas calmas. Este rio, que serpenteia pelo coração do Pantanal, é um símbolo de vida e mistério, suas correntes carregando histórias de eras passadas.

Fotografada a bordo de um humilde barco de alumínio, a onça-pintada, com sua pelagem dourada e manchas negras, parece um guardião ancestral do rio. O rio Miranda, conhecido por suas águas abundantes em biodiversidade, é um testemunho vivo da riqueza natural do Pantanal. Em suas margens, as matas ciliares abrigam uma infinidade de espécies, tornando este cenário um verdadeiro paraíso ecológico.


Historicamente, o rio Miranda foi uma rota crucial para exploradores e colonizadores que desbravaram o Pantanal. Sua importância vai além da geografia; ele é um fio condutor que entrelaça culturas, histórias e a própria essência selvagem do Brasil. Em suas águas, navegam lendas e memórias, enquanto suas margens presenciam o ciclo eterno da vida selvagem.


Neste cenário arrebatador, a onça-pintada não é apenas um animal, mas um símbolo de força e resiliência, refletindo a alma indomável do Pantanal e a beleza intocada do rio Miranda.



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